Tantas Palavras (Achadas e Perdidas)
   



BRASIL, Sudeste, SANTO ANDRE, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Música, Cinema e vídeo, Arte e Cultura
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REPENSANDO...

Tantas Palavras morreu, mas deixou um herdeiro! O que disse, sustento. Cansei! Mas acho que posso continuar buscando, através de um blog, uma expressão cada vez mais minha.

Os meus textos estarão agora em: INTERTEXTAMENTO!

intertexto.zip.net

Repetindo:

intertexto.zip.net

Vamos ver, né! Bjos, Leo

Escrito por Leo Parvus às 19h51
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POR QUE ‘TANTAS PALAVRAS’ MORREU?

Antes queria tentar entender o porquê de um blog. Pensemos: escrevo para que as pessoas saibam como eu sou cool através das minhas paixões – no caso, poesia, música, cinema – e para que eu possa posar de cronista bem-humorado escrevendo sobre meu dia-a-dia. Sejamos sincero, é para isso! É um narcisismo do caralho (e aquela vontadezinha de sermos celebridades do mundo virtual!). Estou sendo duro demais – até caralho eu já disse. Reconsideremos. Quem sabe eu não poderia colaborar para o repertório das pessoas, apontando poetas que considero bons e indicando o que acho bacana na MPB? E aí estaria um bom propósito para escrever: eu posso colaborar com as pessoas! Sou ou não sou o Paiva Neto?

Argh! Só um minuto... já ta me enchendo o saco esse sarcasmo barato. Vamos ao ponto: Por que o Tantas Palavras morreu? Vou tentar responder

1) Tantas Palavras morreu porque o autor cansou! Cansei de sentar na frente do PC e me dedicar a um texto: escreve-lo e tão logo edita-lo (já que o UOL me limita), ilustra-lo, procurar boas palavras, ter uma preocupação estética e... e.... acima de tudo, parecer inteligente, claro! Por um postzinho? Esforço demais. Não, não, talvez não fosse se...

2) Tantas Palavras morreu porque não era lido! Ok, ok... Sejamos sinceros, vai. De um lado está Machado de Assis, do outro um blog. Eu deixaria de ler meu post. Não sei se administro mal os meus horários, mas o fato é que não tava com tempo – e com saco, pardon me – pra ler todos os blogs que estão na minha lista – alguns sim; outros, não – em conseqüência desta ausência eu percebi que sou lido porque leio os outros. Em outras palavras, as pessoas se dão ao trabalho de comentar meus posts para que eu comente os seus. 100% justificável! Como disse, há coisas melhores para serem lidas, se você escolhe ‘me ler’ pra algo isso tem que valer – e convenhamos: não é pelo valor informativo, já que revista virtual não falta... e por falar em revista virtual...

3) Tantas Palavras morreu porque o autor não faz mais pose! Ai, assistir um filme e depois ficar procurando uma sacada legal pra todo mundo me achar o máximo? Sabe aquela coisa de “agora é minha hora da estrela, vai imaginaçãozinha pensa em algo brilhante”?, pois é..., é disso que estou falando. Ou então ouvir um CD e fazer uma puta pesquisa no google pra saber o que os críticos estão metendo o pau ou acariciando para eu poder ter opinião. Quem tem medo de não ser cool?, de estar out? hohoho Aliás, essas tecnicalidades todas... Ou la la! Pra que eu preciso saber se o baterista é o Jão ou Zé? Se o produtor é o Paulo ou o Pedro? Se o João Gilberto desafinou na nota Pá ou Té? Pra cinema, claro, a mesmíssima coisa: falar do milímetro da lente é a mesma coisa que falar dos centímetros do pau do Ewan McGregor – não muda nada!; também não muda nada se o troço tá em plongé ou contra-plongé. Respeito quem entende disso. Eu to falando de mim, percebam: de mim. Estou aqui assumindo que não entendo nada mesmo e que o Tantas Palavras não mais faz parte da legião de blogs, cujos autores não entendem NADA mas fingem que sabem e acabam sendo tão pedantes quanto o Rubens Ewald Filho. Por exemplo, eu posso assistir um filme de Burkina-Fasso e sair do Espaço Unibanco achando-o a nova obra-prima do cinema porque, porque, EU NÃO ENTENDI. haahahah... Sabe aquela história do Rei que vestia roupas ‘invisíveis’ pra não correr o risco de parecer menos capaz que os tecelões que sustentavam a mentira? É isso. Nem todo mundo dá o braço a torcer na hora do “Mas isso eu não preciso te explicar porque você já sabe, não é?” O que to querendo dizer com essa viagem toda: as opiniões que este pobre latino-americano tem a respeito de tudo não são muito diferentes das de outro mero latino-americano. E talvez parecessem diferentes porque eu copiava do site da ‘Bravo!’ Agora claro que você deve estar se perguntando: por que não comentar a sua opinião de fato? Ou escrever sobre o que você realmente quer? Vejamos...

4) Tantas Palavras morreu porque o autor não faz mais pose (bis)! O quanto tem de mim no que escrevo e o quanto tem daquilo que eu quero que os outros leiam de mim? Isso é matemático. Posts em que reflito, que trago mais intimista são pouco comentados – e a história do “mas é algo tão pessoal que nem dá pra comentar”, mentira!, as pessoas não querem se dar ao trabalho, e nem eu. Posts que conto as leseiras de minha vida tem um IBOPE ótimo! Ou seja, se eu quiser ter um público cativo terei de adaptar o discurso. Não quero. Se eu escrevo para mim mesmo, faço um diário ou divido com quem realmente se interessa, não tem motivo pra por na net e ser porcamente lido pra entrar no jogo do toma-lá-dá-cá.

5) Tantas Palavras morreu, ponto! Talvez esse monte de justificativas seja balela. Talvez eu tenha cansado de escrever e agora resolvi atirar pra tudo quanto é lado, criticar os blogs já que não quero mais manter o meu. Talvez eu esteja sendo o babaca-mor que critica algo do qual faz parte (ou gostaria de fazer - o que configura inveja! ahha). Tudo isso é muito possível. Mas, meus caros, olhem com cuidado, com atenção... será que estou sendo tão pedante assim? Ou será que essa tal contra-cultura é puro mainstream mesmo?, e já temos uma admirável massa (gostei de usar a palavra ‘massa’) de pessoas que se sentem tão Clarice Lispector, tão Caetano Veloso, tão Rubens Ewald Filho – ainda que metam o pau nele(s). Bobagem: isso tudo é chatice deste mal comido que vos fala. Ou não. ahahhahaha

Abraço e beijo. Talvez eu volte, um dia eu volto, honey babies, com outro vapor barato! ;-)

Escrito por Leo Parvus às 16h38
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POST TAPA-BURACO

O ano tá acabando e com ele a esperança de atualizar isto aqui devidamente! Por enquanto, vou postando uns poeminhas que encontro. A autora é uma amiga distante, mas muito presente.

Soneto do desejo
(de Marinês Blanco)

Este desejo, nascido em mordaça,
é, da rósea tarde, o frouxo vapor
que corre meu corpo, e a vista embaça
por entre as brumas do tácito ardor.

Este desejo que por mim traspassa
é brisa praieira em noite febril
a acalentar-me a fantasia lassa
sem calor saber no leito vazio.
 
Meu desejo, que com a lua aceito,
é gentil dossel (que vejo calada)
pelos raios da alvorada desfeito.

Desperto-me incapaz e derrotada,
sem gotas de orvalho trazer no peito,
para o mesmo novo dia – mais nada.



Escrito por Leo Parvus às 17h29
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TARDE NAS TERMAS RUÍDOS SILENCIOSOS

(O dia que não choveu em Finados!)

 

Acabo de escutar Tarde em Itapuã com o Vinicius de Moraes e a Marília Medalha e começo a escuta-la com a Bethânia e a Joyce. Duas observações: 1) esta música é perfeita para descrever meu feriado, 2) esta música precisa ser cantada em dueto, terceto, quarteto...

 

O velho calção de banho, o dia pra vadiar...: Chegamos nas Termas Ruídos Silenciosos por volta das 9. Eu na companhia de Re ‘Ruídos Silenciosos’, Lu ‘Blog.LAP’, Tigo ‘Vastas Emoções’ e Vina ‘Vinny Page’. Enquanto esperávamos o resto da comitiva, fomos nadar um pouco numa represa mei-barrosa. Fizemos belas francesinhas de barro nas unhas do pé. O Tigo quase afogou a Re e o Vina quase se afogou sozinho mesmo. Meio-dia a patota estava toda composta: chegaram Xulio ‘My own little world’ e Tha ‘Crazy Fairies’. Era chegada a hora de prepararmos o almoço: “Mais você” com apresentação itinerante de Ana Maria Creuza e Leo-José. 1 litro pra cada 100 gr de spaghetti. 500 gr? 5 litros, então. Ah, minha mãe faz com menos. Acho que tem muita água nessa panela. [Fervendo] Afe! Ta transbordando. [Luiz tira um pouco d’água com um copo]. Qual é o ponto? [Julio come um pouco] Ta borracha. E agora, ta bom? [Thais come] Acho que tá. Nosso almoço: macarrão e nuggets. Sobremesa: pseudobrigadeiro com rosca de chocolate esmagada. Tava feio, mas tava bom.

 

Sentir preguiça no corpo...: Com o bucho devidamente cheio, sentamos para um rendez-vous a la Sala da Justiça com direito a imitação da Gal pelo Tigo, ataques histéricos com os cachorros Chammy, Felipe e Mimosa, mais ataques histéricos com besouros e outros insetos voadores não-identificados, e monólogos “loucos da b*c*t*”. Depois ainda rolou represinha de novo. Desta vez com tiro-ao-álvaro no Xulio, Tha e Tigo (tava me sentido o gordo do Faustão  que comemorava quando acertava na Ponte-do-Rio-que-cai).

 

(Em sentido horário: Eu (de branco), Vina, Tigo, Xulio e Lu)

 

Argumentar com doçura, com uma cachaça de rolha...: Não era exatamente uma cachaça, mas um vinho – somos cool! Mais um converset (lê-se conversê) antes de comermos. Para o jantar, preparamos um delicioso chien-chaud com salsicha de peru ligh-&-elegant. Um verdadeiro manjar dos deuses. Durante o jantar o Xulio venceu a competição de orquestrações gástricas.

 

Depois sentir o arrepio, do vento que a noite traz...: Para arrumarmos nossas camas, o Brasil Colônia foi homenageado com colchões na cabeça, mãozinha na cintura e cantigas da Bahia (Marinheiro só!). Após a guerra-de-cotocos nos colchões, deitamos-nos para a sessão-cinema. Na telinha: Y su mamá también (com um tal de Gael Bernal). Alguns roncaram (Re, Tha e Xulio, este último com direito a engasgos), outros agüentaram até o final (Vina, Tigo, Lu e eu, os três últimos estrategicamente acordavam apenas nos momentos de grande tes..., digo, tensão hahuahua). Eu, de toquinha da Re, ainda roubei o lençol da Tha antes de dormir.

 

(Da esq. pra direita: Re, Tha, Xulio e Vina)

 

E nos espaços serenos, sem ontem nem amanhã...: Na terça-quase-acabando, ainda deu tempo pr’um jogo da verdade. E pra falar a verdade: foi tudo muito bom. Fiquei (tô) aqui com vontade de pedir bis pros duetos-de-pia, pros “Ai, droga!”, pros “Bota a mão nas cadera, minina”, pros “Como você é desagradável!”, pros corinhos de “viadinho” e tantas outras palavras. Ah, pra falar a verdade: eu quero bis de tudo! Mas como no The Sims voltei com a minha barra de energia no máximo. Voltei recarregado. E não choveu no Finados. Fez um baita Sol, porque os vivos têm mais precisão, já diria Bandeira.



Escrito por Leo Parvus às 12h02
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Isto aqui o que é? (Leituras macunaímicas)

 

ORIENTALIDADES

 

 

Assisti neste sábado um filme coreano “Primavera, verão, outono, inverno e.. Primavera”. O filme todo se passa num pequeno espaço – lindo, por sinal: um templo no meio de um lago e suas redondezas. O roteiro vai traçar o retrato da vida de um aprendiz e seu mestre e como ele [o díscipulo], de fato, se tornou um monge.

 

É uma história, acima de tudo, sobre disciplina, sobre resignação. E isto eu admiro. Admiro porque, em certa medida, não fazem parte da minha educação latina. O que Macunaíma não faz com uma pessoa, não? Mas é fato que, como latinos, não estamos acostumados à resignação, a sacrifícios. Trazemos em nosso DNA o gene aventureiro lusitano, que segue a lei do menor esforço, que busca a rápida ascensão social (ta aí a política, a loteria). Um povo que se apegou ao sobrenatural como forma de garantir suas carências. Onde quero chegar com tudo isto: que ver um monge se submetendo a tamanha provação para nós é, no mínimo, diferente – para não dizer estranho. E, por isso, também admirável.

 

Inclui-se nisto a renuncia. Digo por mim: jamais me educaria a ter uma rotina como a retratada no filme (o fato deles viverem no meio de um lago e irem-e-virem a todo o momento já imprime uma puta noção de repetição). Evitamos ritualismos, estamos muito mais pro improviso, pro jeitinho.

 

Mais uma coisinha: a noção de tempo. Até estava discutindo com a Thais “Crazy Fairies” e gostei muito da imagem dela: o espiral. Para nós o tempo é seqüencial, linear. Passou, foi-se. Pro oriental, o tempo é muito mais cíclico (talvez pelo budismo). O próprio título já nos dá idéia disto. Thais me disse: acho que é um espiral, que, apesar de dar voltas, evolui. E minha irmãzinha tem toda razão! Acho que se tudo é um ciclo fica muito mais fácil tentar ser melhor na próxima. É como se estivéssemos num grande carrossel e o objetivo seria agarrar uma flor que uma pessoa está a segurar, parada, do lado de fora. Talvez, na primeira volta eu não consiga, mas terão outras oportunidades. Olha só que coisa bonita – ta até parecendo Paulo Coelho e suas lições de auto-ajuda.

 

Pra terminar, antes que eu comece a andar em círculos. “Primavera” é um filme bonito. Pouquinho lento, é verdade, mas com imagens lindas e um jogo com símbolos e metáforas (é o caso das pedras que carregamos na vida, do barco que temos de tocar, das intempéries que tem de ser encaradas “caladas”). Bastante poesia!



Escrito por Leo Parvus às 13h28
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NOVAS RAPIDINHAS

Aluninha A vai contar que o primo operou da fimose: Teacher, o Joãozinho operou num lugar que eu não posso falar onde.

Aluninho B pergunta insistente: Onde? Onde? Onde?

Aluninha A: Não vou falar.

Aluninho B continua insistente: Onde? Onde? Onde?

Aluninha A: Diz... Ai, é onde você faz xixi.

Aluninho B: Teacher, no banheiro?

Leo: AHUAUHhuahuahuauHUAHUAHUAHUAHU

Aluninha A: Seu burro... É onde SAI o xixi.

A gente ganha pouco, mas se devérte!

* * *

INICIA AGORA O PRONUNCIAMENTO DO EXCELENTISSIMO PREFEITO DE TANTAS PALAVRAS:

Agora eu quero falar com você frequentador, com você frequentadora deste Blog! Estou afastado, é verdade! Mas não desanimo jamais. Continuo com a esperança que um dia vou conseguir atualizar diariamente. Este é meu sonho e assumo este compromisso aqui, de mãos limpas e peito aberto! Eu já fiz muito por este Blog e sei que posso fazer ainda mais! Por isso, quero o seu voto de confiança! E vem ai o link-único, o CEU Virtual(Comentários Evasivos Unificados) e o mais importante: o apoio do UOL Federal (que não vai segurar megabytes!). VADE RETRO! Meu deus, eu ja tava piscando meu olho esquerdo freneticamente... O que está acontecendo comigo?



Escrito por Leo Parvus às 12h53
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POST TAPA-BURACO

Após assistir Colateral eu percebi como me é sufocante o ambiente noturno. Vou ficando cada vez mais tenso e não é uma tensão consciente, percebo ao final que aquilo tudo foi me asfixiando aos poucos (sim, estou exagerando). O fato é que queria postar algo e não ando numa fase muito criativa, resolvi apelar para meus tapa-buracos! Direto do caderninho "Achados e Perdidos":

"Penso em escrever um carta para Caeiro. Quero lhe falar sobre o Sol e sobre como admiro a luz. Não há metáforas nisto. Gosto de acordar e saber que se fez dia exatamente porque o astro-deus está no céu a dar graças aos fiéis - e aos infiéis. Sou um vassalo da luz e sem ela não posso viver. Se de trevas vivessem os homens, passaria meus dias dormindo para, quem sabe, em sonhos ver a Estrela do meio-dia e sentir teus raios como seda morna passeando em meus braços. A certeza da alvorada é o consolo desta carência tropical de tempos melhores para aquecer os outonos da alma. Jobim e Dolores tinham toda razão: Vou sair por aí sem pensar no que foi que sonhei, que chorei, que sofri / Pois a nossa manhã já me fez esquecer / Me dê a mão, vamos sair pra ver o Sol Mas a tal carta para Caeiro fica para outro momento. Hoje, escrevo para um jovem cujo rosto não é permitido fitar, pois está sempre a vestir sua máscara de radiante beleza, de radiante cegueira. Contudo, nele acredito mesmo com a pouca fé que me legou o olhar. 17.04.04 00h05"

Pronto. Tá aí o tapa-buraco ao som de "Acalanto" de Dorival Caymmi (ou seja, tá na hora de mimir!).



Escrito por Leo Parvus às 01h19
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ESTADO DE LESEIRA-NIRVÂNICA

 

O budismo se divide em três grandes correntes: hinayana (tradicional), o mahayana (moderno) e o tibetano. No entanto, na cidade indiana de Mahauá, vive um grande mestre que fundou a quarta corrente budista: o bundismo. Na visão bundista o homem está preso a uma rede de reencarnações chamada fuckidão e a grande conquista é a libertação deste ciclo através do estado de leseira-nirvânica. Tenho percebido como estou me tornando um pequeno Bunda. Alguns indícios da iluminação:

 

 

- Discípulo do Pequeno Bunda vai zoar com o mestre: Teacher, você brigou com o pente hoje? Resposta: Brigar? Não, não... Não pode brigar.

- O Pequeno Bunda está cobrindo a secretária do CCAA. Telefone toca. Atendo: Alô? (Não é Alô!) Droga... É.... Hã.... CCAA é assim que se fala, Leonardo, bom di, não não, boa tarde. Tu tu tu tu

- O Pequeno Bunda vai ao banheiro escovar os dentes. Coloca o Colgate na escova. Começa a escovar. Afe, que nojento. Caralho, esqueci de molhar a pasta!

- Discípulo de 7 anos do Pequeno Bunda pergunta: “Tincher (sim, ele insiste em me chamar de Tintcher), onde fica Chicago?” Resposta: “O filme?”

- O Pequeno Bunda está no sebo se decidindo entre Manuel Bandeira e Guimarães Rosa. “Um é 8, o outro 10.” O cara do sebo: Posso ajudar? “Sim. Você tem mais alguma coisa do Manuel Rosa?”

- Pequeno Bunda vai comprar seus passes-escolar. “Por favor, onde eu compro meus passes?” “Ontem foi o último dia, senhor” “Tá... E onde eu compro os passes?”

- No meio do caminho para o trabalho, Pequeno Bunda olha pro pé que acabou de pisar no freio e pensa: Caralho, eu tô de chinelo!

- Olhando para uma folha com falha na impressão, Pequeno Bunda diz sem pestanejar: Vai ter que trocar a bateria dessa droga.

- Sobre o celular novo do Pequeno Bunda, uma amiga comenta irônica: Nossa, tem gente que troca de celular e nem fala o número. Resposta: Sério? Quem fez isso?

- (conversa em andamento)... aí ele fez um jingle com a música da Ivete Sangalo. Pequeno Bunda vai socializar: Vocês ouviram também? Cada merda que a gente escuta, né! Resposta: É da campanha do meu tio.

- Com pressa, Pequeno Bunda corre voltando pra casa. Menina do cartão Pernambucana tenta aborda-lo na rua, ao que escuta como resposta: Agora não dá que eu vou... é... eu to indo pro....hã....eu preciso... é.... eu, eu preciso ir, é isso!

- Enquanto Pequeno Bunda olhava livros no sebo, uma senhora lhe oferece: Aceita bala de coco? [Pega duas]. Ah, brigado! Pode pegar mais uma. [Pega] Brigado. [Volta olhar os livros com as balas na mão] 50 centavos 3 balas. [Espanto!] Ah, então não quero!

O karma de um Pequeno Bunda é fazer merda!



Escrito por Leo Parvus às 23h47
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DETALHES TÃO PEQUENOS... (PARTE I)

 

Baixou o MPBoy! Comecei a perceber que cada cantor que curto tem um ou outro detalhezinho que faz a diferença...

 

- O “óó” da Adriana Calcanhotto: Que é pra ver se você vóólta... Que é pra ver se você óólha pra mim ou Entre por esta póórta agóóra, e diga que me adóóra, você tem meia hóóra..

- A embriaguez da Angela RoRo que parece sair do esôfago (?). Purgue guêêimar minha fugueira

- O toque molher do Caetano (quando ele não exagera na boquinha mal-de-parkinson). No Circuladô Ao Vivo ele tá ótimo ou mesmo no Transa (viu, Tigo!).

- O estilo garganta-inflamada da Elza Soares. Ela cantando Rebolar com o Ney Matogrosso é muito, muito foda!

- As soltadas de voz da Fafá de Belém (!) e da Nana Caymmi. Elas desafinam, mas cantam com o útero. Só escutar Voz e Piano (da Fafá) ou o No coração do Rio (da Nana).

- As variações de tom do Flávio Venturini. Dizem que são milagres noite com Só-Ó-ó-Ól, Posso entender que diz a rosa ao rouxinó-Ó-ó-Ó-l (Ivan Lins estaria nesta categoria).

- Os diminutivos da Gal Costa: Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim ou Até o Sol nascer amarelinho, queimando mansinho. Cedinho, cedinho

- O João Gilberto é o campeão de detalhes: as notas mudas (já reparam que tem hora que simplesmente ele não canta?), o gemidinho filhote-de-ogro, o inglês (escutem Adeus América), o quém-quém de O Pato, etc etc

- A naturalidade da Leila Pinheiro e da Joyce. Daquelas que sentam, pegam o microfone com cara de desdém e cantam sem fazer o mínimo esforço.

- A voz de segredinho do Marcelo Camelo do Los Hermanos (que poderia ser classificada também como voz pé-do-ouvido-pra-menina-gozar). O show de domingo passado gerou frutos!

- O jeito da Bethânia esticar as vogais: Nãão vou mudáár, esse cááso nãão tem solução, sou fééra feriida no corpo e na áálma e no côôração

- As raspadas da Marina Lima - na tentativa de espremer o restinho de voz.

- O não-cantar do Zé Ramalho, que simplesmente fala as músicas.

- Os “uuuu” da Marisa Monte, como em Ainda Lembro, Não Vá ainda e Eu te amo, te amo, te amo.

- A Elis Regina cantando Adoniran Barbosa e os “Lararauê-lará-lará-lerê” (que a Maria Rita faz igualzinho!).

- Os falsetes do Milton Nascimento “E daííííííííííííí?” ou em Hello Goodbye. (Djavan também está nesta categoria).

- Os ares de cantora lírica da Cida Moreira e da Virgínia Rodrigues (a primeira como soprano e a outra como contralto).

- A voz de devassa-enrustida da Zizi Possi e a voz de devassa-aberta do Ney Matogrosso (o Ney parece que ta fazendo barraco em toda música, do tipo: Eeepa! Ou então pra platéia falar no final: Seu safadinho! hohohoho)

- Os ruídos da Cássia Eller (é só pegar o Acústico!) ou mesmo o padrão “beleza, mano?” da Ana Carolina e da Zélia Duncan.

- A voz de cantora do rádio da Miúcha, Ângela Maria, Selma Reis, Leny Andrade.

 

**Chico Buarque não foi citado porque a voz dele é au concour (que maldade!).

Escrito por Leo Parvus às 14h05
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RELEITURAS ANTROPOLÓGICAS

Diretamente da Fundação Santo André (já que meu computador está lerdo que é uma desgraça). Ainda no meu ritmo macunaímico e com as leituras que ando fazendo (que incluem os é-bitelos Darcy Ribeiro e Gilberto Freyre) eu resolvi propor certas releituras antropológicas, na condição de legítimo brasileiro.

- Sérgio Buarque de Holanda fala que existem povos aventureiros (como o português) e povos trabalhadores (como o inglês). Eu incluiria mais um: povos funkeiros, para os quais trabalho só se for de macumba e aventura só se for sexual - e tudo se acaba num barraco quebrável ou não. Ou seja, bailes funks são antropologicamente explicáveis.

- Gilberto Freyre fala das índias que ardiam em chamas porque os indios não compareciam na oca, enquanto os portugueses estavam sempre prontos pra batalha. Resultado: foi a maior doação indigena já vista. O primeiro grande intercâmbio sexual que nossa história haveria de conhecer. Ou seja, transar em museu do Ibirapuera é antropologicamente explicável.

- E por que o índio não comparecia? O Freyre diz que já naquela época existiam clubinhos masculinos onde os mais velhos ensinavam os mais jovens os segredos do cultivo da banana - aliás, simbolo nacional. Muitos dos índios, em especial os pajés, gostavam mais do clubinho que da própria oca. Ou seja, bares gays são antropologicamente explicáveis e padres comedores de criancinha mais ainda.

- Darcy Ribeiro fala que a mestiçagem aqui foi livre, o que faz do Brasil uma Roma melhorada, porque plural. Somos, na verdade, uma Gomorra melhorada, porque descobrimos que pecado não existe do lado debaixo do Equador. Ou seja, o despudor da menina aqui do lado, que tecla com um certo "Picão de 25cm - SP", é 100% antropologicamente explicável.

- Sérgio Buarque fala do homem cordial para descrever o Brasil. A alegria de viver, a receptividade, etc etc etc, estariam ligadas a esta característica de nosso povo. Pois digo que o homem brasileiro é, antes de tudo, um normal que esqueceu de fazer pose. Tem mais é que confraternizar. Ou seja, a minha avó conversar com a vizinha sobre o assunto que ela falava no telefone com o marido (afinal ela 'acidentalmente' ouviu a conversa) é antropologicamente explicável.

- Darcy Ribeiro diz que seremos o grande centro da latinidade. Digo que seremos um grande centro de mesa-branca onde Carlos Drummond de Andrade bebe chimarrão com a Raquel de Queiroz, e o povo bate palma quando baixa o Cartola pra dar palhinha cantando Cazuza. Ou seja, Carnaval mediúnico é antropologicamente explicável.



Escrito por Leo Parvus às 17h51
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MINHA NOVA OBSESSÃO

 

Não precisa ser um amigo de longa-data para saber que eu vicio fácil nas coisas e, quando encasqueto, fico chato, repetitivo, completamente obcecado. Pois bem, estou tomando gosto pelo meu trabalho de Literatura Brasileira sobre MACUNAÍMA. E já cheguei a algumas observações:

 

 

- Eu sou preguiçoso. Tudo bem, além de super brasileiro, há uma explicação sócio-antropológica para isso! Então, empreguicemos...

 

- Que venham Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Darcy Ribeiro, pois não será estupro literário: é consentido.

 

- O CD Brasileirinho da Maria Bethânia ganha mais valor após uma leitura de Macunaíma. Mario de Andrade estaria saltitante, saltitante de alegria (hihihihi) Uma promoção deste mesmo CD perguntava: Qual é o som brasileirinho?, ao que respondi: Brasileirinho é uma mistura de ruídos: dos foguetórios nas festas juninas, do berrante do boiadeiro, da cana amassada no engenho, das buzinas paulistanas, do pandeiro nos morros, das árvores atlânticas no vento, das pororocas amazônicas, do violão de João Gilberto, dos microfones de Brasília, da bateria na Sapucaí, das novenas na casa cabocla, do piano de Tom Jobim, do kuarup indígena, da voz de Drummond, do grito torturado no DOPS, da passarada no Pantanal, da areia no pé de Anchieta, do mergulho na lama dos manguezais, do Cristo que sussurra no corcovado, das baianas de Caymmi no Bonfim, da panela de arroz-e-feijão no barraco, do suspiro na Quarta de Cinzas... Tudo isto reunido numa só voz, num só canto macunaímico, que tem muito de Bethânia em seu timbre.

 

-  Brasileiro é pescador! e gosta de contar causo, de inventar e misturar tudo quanto é história. Eu, por exemplo.

 

- “Brasil que eu sou porque é minha expressão muito engraçada / porque é meu sentimento muito pachorrento” O poeta come amendoins M.A.

 

- Escute com atenção o trabalho das mulheres do MAWACA, banda brasileira, que faz um trabalho belíssimo de resgate do nosso folclore. Recomendo o CD astrolábio.tucupira.com.br, que traz cânticos saídos de rituais antropofágicos, da senzala, das cirandas e até uma canção de ninar italiana acompanhada só de um berimbau (olha que antropofagia!)

 

- “Ai esta terra ainda vai cumprir seu ideal / Ainda vai tornar-se um imenso Portugal” Fado tropical – Chico Buarque

 

-  Eu não quero um ufanismo romântico, quero é conhecer este ‘ser’ brasileiro – que tem muito mais de verbo do que de substantivo.

 

-  Nunca fui tão MPBoy como estou sendo ultimamente.

Se eu me afastar do blog, já sabem a razão. Estarei na Rua Lopes Chaves enchendo o saco do Mario de Andrade e ele me dizendo: Pra que todo esse exagero?



Escrito por Leo Parvus às 16h01
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POST TAPA-BURACO

 

"Os humanos devem um tributo ao banal. Os humanos devem um tributo ao caos. A vida entregue às utilidades é por demais animalesca. Somos sapiens, porra! 22.12.03"

 

“Meu quarto é desordem. Entre todas as coisas, encontro a chave deixada na fechadura, como garantia de saída imediata e impedimento para intrusos – que é, na verdade, a grande utopia dos covardes. Canetas, também as acho com facilidade. Canetas espalho para que não me faltem, como o irônico doce ao hipoglicêmico. Os livros, os poemas, os CDs, as fotos, tudo isto não tem ordem. Quem diz ter, mente. Não me convence em absoluto. Posso contar páginas, guardar datas e nomes; posso dispor em ordem alfabética, estilística e qualquer outra ordem na qual refugie o nosso medo. Mas não será ainda a ordem que me faz entender e gostar destas simples coisas. Entendo e gosto porque sinto e isto deveria bastar dentro deste caos. Entendo porque sinto. Gosto porque sinto. Há, no fundo de uma gaveta, imerso neste oceano negro, um fosso. Um poço. Arremesso nele minha moeda pedindo sorte. Procuro nele saciar minha sede. Dele, feito foz e nascente, vertem minhas letras, meus prolongamentos. Por ele corre toda minha imprecisão, sobre sua face flutua minha inexata força criadora. Este poço é um caderno velho. E este texto é só pra dizer que preciso arrumar meu quarto – com a vassoura, que voa, e com o balde, que se chuta. 07.01.04

 

Trechos de “Achados e Perdidos

Escrito por Leo Parvus às 11h36
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CONTOS DE FO... - DIGO, DE FADAS

 

Levei um desenho da Branca de Neve e os sete anões para meus aluninhos do Children e aí tive a idéia (inédita, claro) de pensar na versão moderna de cada um:

 

 

Mestre - Comanda, hoje, um grande multinacional e emprega escravos-anões na Indonésia e Tailândia. Casado, tem dois filhos e uma secretária – que já aprendeu a brincar de ‘o mestre mandou’.

 

Zangado - Comandou uma revolução socialista em uma ilha latino-americana. Achou que venceu o levante, mas se enganou. Achou que a URSS não caiu, mas se enganou. Acha que manda e desmanda no seu país, e não se enganou.

 

Feliz - Está recluso há três anos em uma clínica de desintoxicação. Aquela história de sair pra comprar balas nunca colou (na verdade, colou sim – o dinheiro apertou e teve de assaltar o sapateiro).

 

Dengoso - Foi acreditar no conto do ‘primeiro eu, depois você’ e logo na sua primeira vez saiu no prejuízo. Ainda se diz apaixonado por Guloso - que até seria um anão se não fosse por sua bem-aventurada natureza.

 

Soneca - Mudou-se para o Brasil, deitou-se na rede e resolveu compor canções sobre o mar. Longevo, tornou-se o patriarca de uma dinastia de cantores, que adotaram o sobrenome artístico de Caymmi.

 

Atchim - Acordou com o nariz tampado. Pingou Luftal achando que era Rinosoro. Ao menos o engano lhe serviu para algo: no próximo Carnaval, vai sair de Pum.

 

Dunga - Aprendeu a falar, mas é meio disléxico. Tenta se formar no curso de Letras. Famoso por suas leseiras – veja as mais recentes: Você viu aquele cervo ‘empanado’ na parede?; Nossa, tem um burro ‘zumbindo’ aí na frente; Acho que quem tem letra cursiva é mais subjetivo e quem tem letra de mão é mais prático (!!).

 

Branca de Neve - Atende: Homens, Mulheres e Casais; Faz: Oral, Dedal, Nasal (e outros –al’s) Bizarro, Sado, Podolatria e Dominação; Atende em: Hotel, Motel, Residência e Local Próprio.



Escrito por Leo Parvus às 22h08
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COM LICENÇA, DOUTORA

 

Desde sexta estou com umas coisinhas na mão – como picadas de pernilongo mesmo – que começaram a pipocar pelo braço. Com medo que se espalhasse em outros membros (as pernas, I mean) eu corri pra dermatologista. Na sala de recepção estão duas mulheres conversando:

 

Mãe 1: Estes convênios estão pela hora da morte!

Mãe 2: Tem razão! 800 reais por mês não dá.

Mãe 1 assustada e rebate: Ah... Hmm... É... O meu mesmo é mais de mil.

Mãe 1 achando que não convenceu: E tem a faculdade de dois, a escola deste aqui (aponta pro Filho 1 ao lado)...

Filho 1: tem o motel pro Rafa fazer filho, conserto do carro que o Cacá bateu... (O Leo já levanta as orelhas: esse aí é dos bons!)

Mãe 1 pensa: Eu vou quebrar os dentes desse moleque!, mas diz: Fica quietinho vai... Acredita que meu filho me arrumou um netinho?

Mãe 2: Esses meninos...

Mãe 1 preocupada com o quase-silêncio da outra: Mas este aqui pelo menos não me dá trabalho. Tira notas ótimas...

Filho 1: Tamém, né, tudo fácil. Eu colo e os professor nem olha...

Mãe 1: Ai que feio... Isso você não me contou. Olha a cara do moço ali (aponta pra mim, que me assusto, pois achei que tava conseguindo segurar a risada). Vê se pode, rapaz?

Moço Leo: Eita moço, mas já ta assim é? (Ele dá risada) Onde você estuda, Lucas?

Filho 1: No Método (colégio particular daqui de Mauá). É uma merda, não vai pra lá! (Adorei o tom de conselho dele)

Moço Leo: Ah belezinha, então, mas aí se eu quiser mudar de escola eu vou pra onde?

Filho 1: Vai pro Odila (escola estadual daqui de Mauá). Lá as professoras não faz nada e ainda dá pra levar as meninas pro...

Mãe 1: Lucas! Ta passando dos limites, hem! Senta aqui já! (Moço Leo começa a tremer de tanta vontade de rir).

Filho 1: Ow, você é mó parecido com o Rafa. Quantos anos você tem?

Moço Leo: Eu? 20... parece?

Filho 1: Eita, o Rafa tem 17! Pára ow! Ta mentindo... (Gostei da desconfiança dele!)

Mãe 2: É esse de 17 que já tem filho?

Mãe 1 perdendo controle da situação, pensou: Essa escrota só entra na conversa pra me atacar!, mas disse: Esse mesmo! Mocinha, será que demora pro Lucas ser atendido?

Doutora: Leonardo de Barros

Moço Leo já no consultório não consegue se concentrar na explicação acalorada da dermatologista com cara de alemã-que-usa-vestidos-tradicionais e diz: Com licença, doutora. HHUAAHUHUAHUAUAHAHUAHU

Doutora ensaiando uma risadinha: O que foi?

Moço Leo: Desculpa... Eu não tava agüentando... Já passou... Não é da senhora não, viu!

Doutora: Espero que não mesmo.... hihihihihi (falsa!)



Escrito por Leo Parvus às 17h36
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QUEM TEM MEDO DE HEDWIG?

 

(Poor Sansão, esqueceu que existem perucas!)

 

Conversava com o Luiz (dono de locs e private consultor para assuntos cinematográficos) e falávamos de musicais. Eis que surge Hedwig. Lembrei-me imediatamente da indicação do Roger Poptopia. Aluguei. Nunca pensei que fosse gostar tanto de um filme sobre um transexual. Nascido Hansel na Alemanha Oriental, Hedwig decola nos EUA e monta uma banda de rock. Através de uma série de shows em restaurantes boquetas, vamos descobrindo como ‘o menino virou menina’ (que inclui a famosa angry inch) ou então como o ex-namorado fodeu com a carreira dela.

 

O filme é pulsante, extravagante, colorido como a personagem central. (Atente-se: nos créditos do personagem Yitzhak e no vestido de cabelos). Você vai se envolvendo, torce pela Hedwig e nem se importa com a porra-loquice da criatura. Acho que muito desta simpatia com a personagem se deve à interpretação fodíssima do John Cameron Mitchell. Aliás, o cara merece um parágrafo [Vamos a ele] John Cameron Mitchell escreveu e atuou na peça que ficou em cartaz por 2 anos em Nova York. O musical ganhou diversas montagens pelo mundo (Brazil not yet!). A adaptação para o cinema foi feita pelo próprio Mitchell, que também dirigiu e atuou. O cara foi indicado ao Grammy - junto com o letrista Stephen Trask -, ao Globo de Ouro e tem na estante os prêmios da Audiência e de Melhor diretor do Sundance. Ou seja, foda!  [Fim do parágrafo]

 

A trilha é espetacular - e isso não é exagero. Eu corri pro Soulseek assim que desliguei o videocaceta. Minhas preferidas: Tear me down, Origin of love, Hedwig’s lament, Wicked Little Town, In your arms tonight, Midnight Radio, Wig in a box (nossa, percebo, agora, que coloquei 80% da trilha hahaha). Pra fechar com chave-de-ouro descubro o CD Wig in a Box com covers das canções... Quase tenho um orgasmo quando vejo: Rufus Wainwright – Origin of Love. Recomendo: Wicked little town com os pianinhos do Ben Folds, Midnight Radio pela Cindy Lauper (!) e uma versão bizarra de Hedwig’s Lament com a Yoko Ono (!!).

 

ABSTRAÇÃO DO FILME: Hedwig entrevista Luciana Gimenez

 

Hedwig: Darling, o que você acha do modelo político adotado pela Marta Suplicy?

Luciana: Eu acho que esse argentino ta é se aproveitando dela. Mas, Hedwig, nem cara de modelo ele tem – é feio! Só quer dinheiro...

Hedwig: I see... Ele ta achando que é uma destas top-models que f**dem algum rock-star famoso só pra dar o golpe da barriga?

Luciana: Mas ele é homem, né, não dá pra engravidar.

Hedwig: Really? É, não dá mesmo...



Escrito por Leo Parvus às 12h53
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